segunda-feira, 27 de março de 2017

IGREJA por AW Tozer




O primeiro OLHAR da igreja é para Cristo, que é Seu líder, Seu Senhor e Seu Tudo.

Depois disso, ela deve OLHAR para si mesma e OLHAR para o mundo, com um equilíbrio apropriado entre os dois.

Com o olhar para si mesma, não quero dizer egocentrismo, mas quero dizer que a igreja deve se examinar constantemente, para ver se ainda está na fé: ela deve ter firme crítica, para uma prontidão alegre de fazer correções; ela deve viver em uma condição de penitência perpétua, buscando a Deus com todo o seu coração; ela deve se examinar constantemente sua vida e sua conduta à luz das Escrituras Sagradas, e alinhar sua vida com a vontade de Deus.

Com um olhar para o mundo, quero dizer que a igreja deve saber por que está aqui na terra: ela deve reconhecer sua dívida com toda humanidade: “Sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes. Por isso estou disposto a pregar o evangelho também a vocês que estão em Roma.” (Rm.1.14-15); que ela deve levar a sério as palavras do seu Senhor, “ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc. 16.15), e ser “testemunhas tanto em Jerusalém como em toda Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At. 1.8).

A tarefa da igreja é dupla: transmitir o cristianismo a todo mundo, e assegurar que o cristianismo que transmite é do puro tipo do Novo Testamento.


A.W. Tozer, A tragédia da igreja (Biblia com anotações A. W. Tozer) 

quinta-feira, 2 de março de 2017

A Palavra de Deus precisa ser PRIORIDADE



James Hunter diz que uma pessoa que se atrasa sistematicamente para um compromisso transmite várias mensagens:

1.     O tempo dela é mais importante do que o dos outros;
2.     As pessoas que ela vai encontrar não são muito importantes para ela;
3.     Ela não tem o cuidado de cumprir compromissos. 


A igreja contemporânea perdeu de vista a preparação conveniente para ir ao culto dominical. Marcamos nossas festas e encontros para sábado à noite e no domingo de manhã, estamos sonolentos, indispostos, preferindo a cama ao templo, o sono ao culto, o descanso à Palavra de Deus.


Damos o resto! O resto do nosso tempo e de nossas energias. Temos tempo para tudo, menos para Deus. Precisamos ser revitalizados!

Um cristão saudável tem fome da Palavra de Deus. Corre para ouvir a Palavra. Reúne-se para dar atenção à voz de Deus.

A reforma que Neemias implementou em Jerusalém, foi a restauração da autoridade da Palavra de Deus sobre o povo. Sem a restauração, Jerusalém seria absolutamente vulnerável, mesmo com muros erguidos e portas levantadas. A maior necessidade da igreja e da nação, ainda hoje, é a restauração da supremacia da Palavra de Deus.



Texto de Hernandes Dias Lopes, “Na busca de uma igreja viva, sadia e operosa – Revitalizando a Igreja”. Páginas 65, 71. 


quarta-feira, 1 de março de 2017

Aliança Cristã e Missionária – 130 Anos de História



A Aliança nasceu de um sonho de um pastor canadense no final do século XIX. Sua paixão pelo mundo e pelas pessoas de Deus o levou a se envolver com fervor na obra de alcançar os confins da Terra com a Palavra do Evangelho de Jesus Cristo. A intenção de A.B. Simpson nunca foi a de fundar uma nova denominação, mas ajudar os cristãos na sua tarefa missionária.

Naquele tempo, o Cristianismo na América do Norte estava passando por um tempo de avivamento na visão missionária, e a forte paixão de Simpson, aliada a sua eloquência, o levou a cruzar terras e mares com sua mensagem de "Jesus Somente" e no cumprimento do "ide e pregai o Evangelho a todas as nações".

A Aliança hoje, como resultado daquele empenho inicial, está presente em mais de 88 nações ao redor do mundo, sendo que cerca de 6 milhões de cristãos se reúnem semanalmente em nossas igrejas, espalhadas pelos seis continentes. Mas a Aliança não é apenas uma denominação evangélica. Ela é muito mais do que isto. Seu trabalho em alguns países ajudam pessoas através de universidades, hospitais, clínicas, cooperativas, que ajudam no desenvolvimento social e económico das sociedades locais. Ajuda humanitária tem chegado em locais de conflitos e de necessidades.

Mas acima de tudo, o Evangelho do Reino está sendo pregado à muitos povos, mantendo sempre acesa a visão que levou seu fundador a dar início à esta aliança entre cristãos e missionários para alcançar o mundo para Cristo.

Qual a base de fé da Aliança no mundo? Quais as raízes da pregação da mensagem "Jesus Somente" e sua relevância para o mundo de hoje? Qual a situação da Aliança Cristã e Missionária em termos de propagação do Evangelho hoje? O que se espera da Aliança para futuro? Como você pode ser um instrumento de Deus na continuação desta linda história de paixão e salvação? 

Venha para o curso o DNA da Aliança no Seminário AW Tozer ou faça parte de uma comunidade Aliança e seja um instrumento do amor de Deus nesta geração. 

Pr. Leialdo Pulz


O Leialdo foi missionário da Aliança Brasileira por sete anos na Rússia e hoje serve como Reitor do A. W. Tozer Seminário Teológico em São Paulo.  

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A profissão e o serviço a Deus


O que sua vida profissional diz sobre o que você crê e sobre aquilo que Deus chamou você a realizar como um cristão?
Eugene Peterson diz que Neemias, era um homem que orava e agia, agia e orava. Era um profissional de ação; prático, bravo e um talentoso administrador; Mas, também era o tipo de pessoa que se afligia, jejuava e orava para se assegurar de que estava sendo guiado por Deus, e não agindo por impulso.
Timothy Keller diz que cada profissão tem muitos dilemas éticos, espirituais e morais; tentações, obstáculos e outros desafios que confrontam os cristãos nela envolvidos. Passamos a maior parte da semana no ambiente profissional e precisamos saber como outros cristãos lidaram com os mesmos problemas que enfrentamos todos os dias.
O cristianismo bíblico é um modo diferente de entender e interpretar tudo no mundo. O cristianismo oferece uma perspectiva diferenciada sobre a natureza humana, sobre o certo e o errado, sobre a justiça, sobre a beleza, sobre propósito, sobre descobertas científicas, tecnologia e trabalho; E essas perspectivas determinarão como vivo o meu dia a dia.
A Bíblia ensina que todo trabalho é importante para Deus; quando usamos nossos dons no trabalho, seja costurando, construindo máquinas ou software, advogando, lavrando campos, curando enfermos ou educando filhos, estamos obedecendo o chamado de Deus para servir a comunidade de seres humanos. Nosso trabalho então, seja ele qual for, importa muito para Deus.
É igualmente válido afirmar que Deus é importante para todo o nosso trabalho; O Evangelho molda as motivações, as formas e os métodos que empregamos em nosso trabalho. Qual a visão então? Não queremos que os cristãos mantenham sua fé longe do trabalho; queremos ver os cristãos crescendo em maturidade, exercendo suas profissões tanto com excelência quanto com distinção cristã temperando e servindo a cultura em que vivem.
Como encorajar e nutrir cristãos a agir com transparência em suas profissões? Segundo Keller, há quatro maneiras principais em que o Evangelho orienta e molda as profissões: 1) A fé transforma nossa motivação para o trabalho (Cl. 3,23); 2) A fé transforma nosso conceito de trabalho; 3) A fé provê éticas elevadas para os cristãos no local de trabalho; 4) A fé nos dá a base para reconsiderar até a própria maneira em que nosso trabalho é realizado.
Keller sintetiza dizendo “não há como separar nossa vida espiritual ou eclesiástica da vida secular ou cultural. Cada aspecto da nossa vida – vocacional, civil, familiar, recreativa, material, sexual, financeira, política – deve ser apresentada como um “sacrifício vivo” a Deus (Rm. 12.1,2)”.
Convido você, à luz da histórica experiência de Neemias, este exemplar profissional a serviço do Rei, refletir, orar e moldar com profundidade seu trabalho e sua fé percebendo que até mesmo nas tarefas mais simples como consertar um sapato, tratar uma cárie, limpar uma casa, podemos servir a Deus e desenvolver uma comunidade para Sua glória.

Pr. Zé

Adaptado do livro “A Igreja Centrada”, trecho do capítulo “Pondo as Pessoas em contato com a cultura” pág. 390-397.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

“Discípulos Que Fazem Discípulos”



"Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome." (João 15.16).


O desdobramento natural de ser um discípulo de Jesus sempre foi fazer discípulos de Jesus. “Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens”, disse Jesus (Mt. 4.19).

Todo cristão é chamado por Deus para ministrar. Você é chamado por Deus a fazer discípulos. “Vão e façam discípulos de todas as nações.” (Mt. 28.19). A igreja será conhecida por cumprir este mandamento de Jesus Cristo.

O discipulado, ensinar a outro o que você aprendeu, por definição, requer um líder e seguidores. Todos estamos em diferentes estágios de maturidade, e todos precisamos ter pessoas que ajudem a nos guiar à semelhança de Cristo. 

Ser discípulo de Cristo significa que aprendemos com Ele, temos comunhão com Ele e obedecemos a que Ele nos ordena. Significa que estamos sendo transformados à imagem d’Ele. 

Ensinar às pessoas sobre Cristo é essencial para um discípulo de Jesus. À medida que ensinamos os outros a amar e a obedecer a Jesus, estamos fazendo discípulos.

Fazer discípulos é muito mais que um programa. Fazer discípulos é a missão de nossa vida. É o que nos define, pois cada discípulo é um aprendiz, um estudante e um discipulador. 

O processo de discipulado não tem fim. Parece-se com educar um filho: embora chegue o dia em que ele está pronto para se virar sozinho, o relacionamento não acaba. A amizade prossegue e sempre haverá momentos em que a orientação e o incentivo se farão necessários. Mas Deus sempre coloca novas oportunidades de reiniciar o processo de discipulado. 

Que neste início de ano o nosso Mestre e Senhor nos dê a motivação adequada para ser e fazer discípulos, aumentando o nosso amor por Ele e pelas pessoas ao nosso redor. Que Ele nos capacite como igreja a viver de acordo com as verdades que Ele nos chamou a ensinar a outros. E assim, possamos ao longo de 2017 todo, ir e dar o fruto que permanecerá. 

Pr. Zé


Adaptado do livro Multtiplique, de Francis Chan e Mark Beuving, parte 1 (pág. 7-35). 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Organismo ou Organização?




O mês de fevereiro (1982) foi marcado pela inauguração do templo (da igreja Aliança de Rudge Ramos) e já em dezembro daquele mesmo ano dez pessoas foram batizadas. Entre eles, o jovem Jurandir Itizo Yanagihara, aquele que viria a se tornar no futuro, o segundo pastor nikkey da igreja à partir de 1991, e um importante líder das igrejas nikkeis da Aliança Cristã e Missionária Brasileira. 

Com isso damos conta de que no mesmo tempo que se dava a provisão do templo físico o Senhor dava também a provisão de vidas, dando o devido equilíbrio entre organização e organismo para que a igreja seja o templo espiritual de Deus neste mundo: 

“... vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo.” (1 Pedro 2:5)

Damos graças a Deus pelo templo físico, que continua de pé até hoje, maior e melhor acabado do que no dia da dedicação, embora esteja precisando, pela ação do tempo, de uma boa reforma. Ele tem sido muito útil e continuará sendo, para acolher e reunir as pessoas em torno de Jesus, da Sua Palavra e do ministério da igreja. Contudo com o passar das décadas, como a própria História da Igreja nos mostra desde Constantino, a construção de templos podem potencializar o engessamento da organização da igreja, minando seu organismo e a vida do Espírito no seu interior.

Sabemos que ambas são necessários, isto é, a organização tanto quanto o organismo. No entanto reconhecemos também que a organização foi feita para o organismo, e não o contrário, o organismo para a vida. Assim a Bíblia foi dada para a vida e não a vida para a sua Bíblia, ou em outras palavras, a lei foi feita por causa do homem e não o homem por causa da lei (Mc. 2.27).

Se não vigiarmos a ordem original das coisas pode se inverter, sem que percebamos. Por isso, ao mesmo tempo em que valorizamos o que o Senhor nos tem dado, não podemos deixar de sentir certa necessidade por um movimento de volta aos lares e aos pequenos grupos onde a vida de Deus possa brotar de modo mais orgânico e espontâneo, conforme havia ocorrido no início durante as primeiras duas décadas da história da Igreja Aliança de Rudge Ramos.
Como o apóstolo Paulo bem pontuou em sua pregação no areópago de Atenas a respeito de certo altar ao “Deus Desconhecido”:

“... pois, andando pela cidade, observei cuidadosamente seus objetos de culto e encontrei até um altar com esta inscrição: AO DEUS DESCONHECIDO. Ora, o que vocês adoram, apesar de não conhecerem, eu lhes anuncio. ‘O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há é o Senhor do céu e da terra, e não habita em santuários feitos por mãos humanas. Ele não é servido por mãos de homens, como se necessitasse de algo, porque ele mesmo dá a todos a vida, o fôlego e as demais coisas.’” (Atos 17.23-25)



Pr. Joel Jun Konno, Memória em Movimento – Quando a História e a Bíblia se encontram iluminando a vida hoje (trecho do capítulo 17: A Consagração do Templo; páginas 93-95).

domingo, 1 de janeiro de 2017

O SEU presente de cada dia



O Deus que se revela nas Escrituras Sagradas é Deus de milagres... Ele age e interfere em Sua criação... mostrou o Seu poder no deserto... milagrosamente sustentou com o maná que caia do céu... a provisão bondosa do Deus amoroso.

Todavia, quando o maná caía era necessário recolhê-lo... A ordem divina foi clara: “Disse, porém, o Senhor a Moisés: eu lhes farei chover pão do céu. O povo sairá e recolherá diariamente a porção necessária para aquele dia” (Ex. 16.14). Simplesmente extraordinário e fascinante!

O poder de Deus e Sua ação graciosa jamais limitaram a responsabilidade humana... a atitude humana foi exigida e solicitada... foi definida na linha do tempo: diariamente. Era preciso recolher o maná a cada dia!

Deus enviou o maná ao povo por quarenta anos para mostrar-lhes provisão, bondade e graça. O maná era um presente diário, mas era preciso recolhê-lo. Assim, mostrariam sua obediência a Deus e também sua dependência diária do Senhor. Era um exercício espiritual importante e necessário para a vida...

Nosso desejo e oração é que nossos amados leitores “saiam” diariamente em busca desse “maná no campo” e desfrutem deste Presente Diário... e que esse alimento baseado nas Escrituras Sagradas possa continuar abençoando vidas.


Pr. Luiz Sayão (trechos da apresentação do livro Presente Diário edição 20, ano 2017)

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