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sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Os Nomes de JESUS - ADVENTO 2025

 


Em um mundo que se move rapidamente, o Advento nos convida a desacelerar — a buscar Deus nos lugares tranquilos da vida cotidiana.

Antes das luzes, dos presentes e da agitação, o Advento nos convida a esperar. A ter esperança. A acreditar que Deus ainda se manifesta em lugares comuns — à mesa, no corredor, no caminho para casa ou no meio de uma semana cansativa.

Seja bem-vindo às quatro reflexões sobre os nomes de Jesus conforme o profeta Isaías 9.6::

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu. O governo está sobre os seus ombros, e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”.

Esta passagem bíblica é frequentemente citada durante a antecipação da celebração do Natal nesta época chamada de Advento.

Cada um dos quatro domingos antes do Natal representa uma nova semana do Advento. Essas semanas historicamente se concentram nos temas da esperança, alegria, amor e paz, enquanto celebramos o que já aconteceu (a vinda de Jesus como bebê) e o que ainda está por vir (Seu retorno para restaurar todas as coisas).

Enquanto você espera e com expectativa a sua celebração de Natal, use este texto da Escrituras Sagradas de Isaías 9.6 para firmar em sua alma os quatro nomes de Jesus.

Cada semana ofereceremos quatro passagens das Escrituras, bem como perguntas para reflexão. Leia e medite sobre elas ao longo da sua semana. Observe como você se conecta com esses nomes e como eles o ajudam a crescer em seu relacionamento com Cristo.

Convide sua família e amigos para se juntarem a você nessa jornada rumo à celebração do Natal de Jesus Cristo o filho amado de Deus Pai.

Nossos cultos especiais de Advento serão:

·         30/11 – “Maravilhoso Conselheiro”

·         07/12 – “Deus Forte”

·         14/12 – “Pai da Eternidade”

·         21/12 – “Príncipe da Paz”

Juntos na expetativa do Rei e de Seu reino,   

 

Pastor Zé

Adaptado do material de discipulado dos Navegadores 

sábado, 2 de agosto de 2025

Neemias - A renovação na prática

 


 “Não fiquem tristes, pois a alegria do Senhor é a sua força!”  Neemias 8.10

Em abril estudamos a vida de Esdras e como Deus usou sua vida para promover a renovação através do retorno à Palavra de Deus. O verso chave dizia: “Porque Esdras pôs no coração o propósito de buscar a Lei do Senhor, cumpri-la e ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos”. Ed. 7.10

Essa ampla obra de renovação e revitalização do povo de Deus passou por várias etapas e líderes. Neemias foi um destes importantes servos de Deus.

Ao caminhar pelas memórias de profissional do império persa a serviço da missão e do povo de Deus na reconstrução da cidade de Jerusalém, vamos aprender mais sobre as ações práticas num processo de cura e renovação. Como cooperamos com o que Deus deseja reconstruir nas vidas e famílias ao nosso redor?

Nossa igreja abraçou a missão da renovação espiritual por meio da Palavra e da oração. Estamos dando passos em direção à visão? Estamos orando o suficiente? Estamos planejando e executando como se faz necessário? Há verdadeira humildade e perseverança ao ponto de sermos percebidos como servos de Deus?

Ao ler e orar Neemias veremos que entre a família de Deus não há lugar para a apatia, muito menos para a ingratidão ou murmuração. Neemias nos convida à humildade, ao quebrantamento; à oração e à ação com dedicação e compromisso. Sobretudo, Neemias nos chama a viver na dependência e na alegria de celebrar a força que vem dEle: sim, “a alegria do Senhor é a nossa força!”

Caminhe conosco este mês de agosto.


Pr. Zé

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Véspera de Natal - CRISTO

 


UM CONVITE

Prepare-se para responder a Deus com esta pergunta: “Minha vida está radicalmente centrada em Cristo?”. Escreva sua resposta em um diário e/ou converse sobre ela com um amigo de confiança.

LEIA

MATEUS 1.22-23; JOÃO 1.14

O Advento culmina no dia mais alegre da história da humanidade. Embora muitos não estivessem a par dos eventos que aconteceram em Belém no primeiro Natal, aqueles que foram privilegiados com a inclusão na narrativa do nascimento de Cristo sabiam que faziam parte de algo especial.

Talvez, porém, eles não tenham se dado conta de quão extraordinário foi esse dia. Sim, Israel finalmente havia recebido um Messias (Rei) adequado para o trono. Também é verdade que os excluídos seriam recolhidos das margens, conforme evidenciado pela visita angelical dos pastores. Mesmo assim, o fato de Maria e José receberem um bebê de forma milagrosa é o que qualquer pessoa, com exceção de um cético, teria concluído ser o centro da celebração.

Essas coisas são aspectos preciosos da história, mas o quadro completo é ainda maior. Ao contemplarmos o significado espiritual do Natal, será que ainda não desembrulhamos o maior presente? Sim, nesse dia especial está embutido o desejo de Deus de lidar com os sistemas falidos do mundo, acolher os menosprezados e realizar milagres; que essas coisas gerem em nós muita alegria. No entanto, em última análise, o que estivemos antecipando nos últimos 23 dias é a realização do maior anseio do coração de Deus: habitar entre Seu povo.

Deus, desde o início, tinha o propósito de que a humanidade desfrutasse de Sua presença. A separação causada pelo pecado original precisaria de um remédio para que o desejo de Deus fosse atendido. Após gerações de tipos, sombras e abrigos temporários, Deus apareceu, Ele mesmo, para remediar essa separação na pessoa de Jesus Cristo.

Agora, todos os que são Dele não só têm a esperança da salvação, mas também a alegre expectativa da presença de Deus (veja o Salmo 16:11), agora e para sempre. Ao compartilharmos Jesus com nossos vizinhos e celebrar Sua vinda com a nossa família, vamos nos assegurar de aproveitar esse presente especial.

CHAMADO À ORAÇÃO

Leia Hebreus 10.19-22 e observe o uso da palavra “confiança”. Reconheça que Deus quer que você tenha a expectativa de encontrá-Lo em Sua Sala do Trono. Esse acesso não se baseia em mérito, mas no sangue de Jesus e no desejo Dele de que você experimente a Sua presença. Comece cada dia reservando um tempo para se encontrar com Ele.

Senhor, obrigado por abrir um caminho para que eu tenha acesso a Ti. Conceda ao meu coração a alegre expectativa de encontrá-Lo e conhecê-Lo melhor. Que meu coração sempre aprecie Tua presença acima de todas as outras habitações. Não há lugar onde eu prefira estar a não ser com o Senhor. Eu O amo. Amém.


Por Christian Ballenger

domingo, 22 de dezembro de 2024

Quarta semana do Advento – O AMOR

 


UM CONVITE

Prepare-se para responder a Deus refletindo sobre algumas das experiências mais amorosas que você já teve. Quem estava presente? Quais foram as circunstâncias? O que tornou a experiência tão memorável e transformadora? O que essas experiências lhe ensinam sobre o Deus que é amor?

LEIA

JOÃO 3.16-18; LUCAS 15.2-7; 1 JOÃO 4.7-21

Amor - uma palavra simples, mas uma das palavras mais significativas que podem realmente importar. Amor - o tema de muitas canções, sejam elas comemorativas ou de partir o coração. Amor - uma emoção complicada que nos confunde - difícil de entender, difícil de compreender. Amor - algo mais do que apenas uma palavra, mas um Alguém que corre para o filho e a filha perdidos. Amor - Alguém que deseja, espera e persegue incansavelmente. Amor - a alegria para todas as pessoas.

Durante essa época, muitos pensamentos ocupam nossa mente - desde presentes, listas de tarefas e trabalho de preparação até a tentativa de aproveitar tudo o que a estação tem a oferecer. Lembramos de momentos diferentes e ponderamos como devemos passar nosso tempo. Mas será que paramos e pensamos: “Deus me ama?”. Quero dizer, realmente pare e pense: Deus - o Criador de todas as coisas, o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim - não apenas o criou e o vê, mas o ama!

O amor é a força motriz, o desejo, a esperança de todas as pessoas de todas as nações e tribos, que buscam ser conhecidas e amadas. Será que refletimos sobre o fato de que houve um momento em que o amor entrou no tempo? Não apenas estamos buscando o amor, mas, como um Pastor em busca de Suas ovelhas, o amor está nos buscando - buscando você. Não apenas amar nosso Salvador, mas saber que Ele nos ama - que privilégio. Jesus nasceu em nosso mundo, em nosso caos, em amor, para viver em amor, morrer em amor e ressuscitar em amor.

Não há alegria maior do que encontrar o amor verdadeiro, eterno e incondicional. Mas quão mais inexprimível e gloriosa é a alegria de perceber que o amor o encontrou. Oh, a alegria de ser amado, de amar e de amar os outros porque Ele nos amou primeiro. Deus é amor.

CHAMADO À ORAÇÃO

Leia 1 João 4.7-21 novamente. Reserve um momento. Respire fundo. Considere por um momento - Deus o ama. Diga isso em voz alta: “Deus me ama”.

Deus, Tu és amor e me amas. Ajude-me a conhecer a inexprimível e gloriosa alegria de ser conhecido e amado por Ti. Que eu possa amar os outros porque Tu me amas, e que esse amor realmente me traga a alegria da minha salvação. Em nome de Jesus, amém.


Por Wil Del Valle

domingo, 15 de dezembro de 2024

Terceira semana do Advento - A ALEGRIA


UM CONVITE

Prepare-se para responder a Deus pedindo a Ele que faça da alegria a característica principal de sua alma. Peça a Ele uma alegria que vá além das circunstâncias e das estações do ano e que o ajude a extrair sua força da alegria que Ele provê (Neemias 8.10).

LEIA

TIAGO 1.2-4

A gravidez de Maria foi tudo, menos confortável. Primeiro, ela teve que dizer a José que estava grávida de Deus. Isso o deixou irado e o levou a pensar em divórcio. A sociedade a acusou de ser uma mulher promíscua por meio de fofocas, ridicularização e vergonha. O dono da hospedaria a rejeitou, alegando que não havia lugar na estalagem. Isso forçou Maria a dar à luz Jesus em um estábulo sujo e frio feito para animais do campo.

Não são as circunstâncias ideais para um Rei.

Maria teve que suportar uma longa e dolorosa jornada, pois viajou no lombo de um jumento. No entanto, ela não reclamou. Enfrentou cada provação de cabeça erguida, sabendo que estava cumprindo o propósito que lhe fora dado por Deus. Maria perseverou e deu à luz o Salvador, que, por fim, concedeu acesso à salvação a todos nós - mesmo àqueles que a ridicularizaram. Seu exemplo não é apenas para o seu tempo, mas para todos os tempos, para todos nós que precisamos enfrentar com alegria as provações e tribulações.

Que provações você está enfrentando? Está enfrentando incertezas em suas finanças? Está enfrentando uma crise de saúde em que não tem certeza do que vai acontecer? Está enfrentando o desprezo ou a vergonha das pessoas ao seu redor? Está esperando que Deus faça um milagre em sua vida?

Neste período de espera, vamos demonstrar a mesma perseverança que Maria demonstrou. Aceitemos com alegria nossas provações, sabendo que elas estão nos refinando para nos tornarmos pessoas que imitam o Salvador do mundo.

CHAMADO À ORAÇÃO

Leia Romanos 5.3-5 e reserve um momento para agradecer a Deus por suas provações. Pratique a gratidão e lembre-se de que Deus faz tudo para o bem, até mesmo o sofrimento.

Pai, produza perseverança em nós. Que consideremos nossas provações com grande alegria para que possamos demonstrar a semelhança com Cristo que Tu desejas para nós. Amém.


Michelle S. Lazurek

domingo, 8 de dezembro de 2024

Segunda semana do Advento - A PAZ

 

UM CONVITE

Prepare-se para responder a Deus identificando as áreas de sua vida em que precisa experimentar a paz de Deus. Há algum pensamento ansioso que esteja lhe roubando a paz? Há alguma tensão que somente a Sua paz pode resolver? Reserve alguns momentos para levar essas coisas a Deus em confissão, oração ou escrevendo-as em um diário.

LEIA

ISAÍAS 9.6-7; JOÃO 16.33

Nossa paz deve nos separar - como uma árvore ainda de pé depois de um furacão, com escombros e caos espalhados - nossa paz deve atrair o foco de quem está olhando. Ela deve criar questionamentos na desordem e nos oferecer oportunidades de apontar para Aquele que comanda tudo. No entanto, esse testemunho não é fácil de ser obtido.

Há momentos em que você pode ver todos os motivos pelos quais sua vida está em desordem. Como blocos em uma torre de Jenga, um único bloco é retirado e você aguarda o inevitável colapso da estrutura. Você pergunta a Deus: “Onde estás?”. Pergunte-se que recursos Deus lhe oferece nessa época de vulnerabilidade. Você já se sentiu tão vulnerável?

Tenho boas notícias. Temos acesso íntimo ao Príncipe da Paz. Na verdade, temos a própria paz (Efésios 2.14a)! E, por mais vulneráveis que sejamos, podemos nos voltar para a paz e suplicar que Ele nos sustente em meio à tempestade. Podemos pedir que Ele nos dê o milagre da paz em meio à escuridão e ao caos. E quando Ele nos inundar com uma paz que ainda não vimos, as pessoas perceberão. Esse é um de nossos maiores testemunhos.

CHAMADO À ORAÇÃO

Senhor, assim como Davi, eu também peço que o Senhor me faça deitar em pastos verdejantes e me guie a águas tranquilas. Seja a minha paz. Faça de mim um testemunho de paz no conturbado mundo ao meu redor. Amém.

Justin Thornton

sábado, 6 de julho de 2024

A Igreja em Revitalização

 

 


Pensar na revitalização da igreja é reconhecer a urgente necessidade de voltar às bases do evangelho e permitir que ele transforme a nossa mentalidade. É reafirmar a natureza essencial da igreja, muito além da sua institucionalidade ou seu edifício e estrutura material. Revitalizar é redescobrir e desfrutar o organismo vivo planejado Deus, conquistado por Cristo, e apresentado pelos apóstolos em todo o Novo Testamento no poder do Espírito Santo.

Desde o início do ano passado, como liderança da igreja do Aeroporto estamos fazendo muitas perguntas: Por que a igreja não cresce como deveria? O esvaziamento de muitas igrejas, como a nossa, vem de uma causa objetiva? De fato, a igreja é importante? Então, por que ela luta com tanto descrédito em nossos dias? Qual a relevância da igreja para a atual geração? Como será a igreja que virá depois de nós?

Pessoalmente creio que a igreja que deseja a vitalidade prometida nas Escrituras precisará voltar-se continuamente para Deus e a Sua Palavra. A revitalização da igreja está profundamente relacionada à natureza do próprio Deus. Quem Ele é, e o que revela sobre Si mesmo. Ele criou o ser humano à sua imagem e semelhança, para o relacionamento com Ele e a representação do nome dele (Gn. 1.24-28). Imerso nessa relação de amor e obediência nos tornamos discípulos. A igreja em comunhão e missão para a tocar pessoas e abençoar o mundo.  

Foi nos primeiros meses deste ano que começamos a aprofundar esse fundamento, encorajando a toda igreja a buscar mais de Cristo. Mais da intimidade com Deus, mais da influência para Deus. Estamos convictos de que o Grande Mandamento (Mc. 12.30-31) e a Grande Comissão (Mt. 28.16-20) que sintetizam nossa visão como igreja, andam juntos; não é possível viver um sem o outro. Em outras palavras, a plenitude leva ao cumprimento. A doutrina sadia precede a vida de obediência. A crença e o aprofundamento no evangelho produzem atitudes condizentes e coerentes com a pessoa de Cristo.

Portanto, é perseverando no caminho desafiador do evangelho de Jesus Cristo que a igreja retorna à sua identidade (o que ela é) e ao seu propósito (o que ela faz) originais, sendo a expressão viva do amor transformador, e experimentando a luz que ilumina o mundo em trevas.  

Concluímos, assim que a tarefa principal e mais importante da igreja hoje é trabalhar para que as pessoas cresçam em seu relacionamento com Deus e sejam capacitadas a representar Deus no mundo.

Dwight Smith, observa cinco qualidades, ou valores fundamentais desta igreja revitalizada que aprofundaremos em julho e agosto:

1. Passar tempo com Deus diariamente em Sua Palavra, guiados pelo Espírito Santo; 

2. Contar nosso testemunho da graça que nos alcançou e nos mantém, compartilhando diariamente a outros o que Deus fez e está fazendo para perdoá-los e usá-los para Sua glória;

3. Usar e desenvolver os seus dons espirituais para servir a igreja e transformar o mundo necessitado;

4. Crescer no caráter e no fruto do Espírito Santo revelando a face de Cristo a todos aqueles com quem nos relacionamos no dia a dia;

5. Administrar todos os seus bens para a glória de Deus – dinheiro, casamentos, posses, tempo – não sendo acumuladores, mas doadores e abençoadores.

Termino com mais algumas perguntas: Como discípulo de Jesus hoje,  você está servindo com seu dom seus vizinhos, familiares, amigos e colegas de trabalho? Você tem investido tempo para se relacionar e servir as pessoas do seu círculo de responsabilidade a fim de compartilhar o amor de Deus a elas?

Seja bem-vindo à mudança de mentalidade que transforma pessoas e redime o mundo de volta ao Criador!

Pr. Zé 

quinta-feira, 18 de abril de 2024

O Drama das Escrituras: Os seis atos da história Bíblica

 


"Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste." Cl. 1.16,17

A nossa série das próximas semanas irá explorar uma visão geral da narrativa Bíblica revelando sua unidade convincente, bem como, o nosso lugar nessa história ao vivenciá-la no mundo em que vivemos hoje. Sim, é no encontro com a grande história do amor de Deus que podemos encontrar o real sentido da vida, e significado da nossa pequena, porém, única e abençoada história. 

O convite, portanto, é para caminharmos juntos pelas páginas das Sagradas Escrituras à partir de seu centro: a REDENÇÃO. No entanto, para uma profunda e abrangente compreensão da redenção, é necessário voltar ao estado inicial das coisas (ato I) e ganhar percepção do real problema que a redenção se propõe a responder (ato 2). 

Nos próximos domingos vamos caminhar pelos seis ATOS do grande drama da revelação: CRIAÇÃO, QUEDA, ISRAEL, A VINDA DO REI, IGREJA, O RETORNO DO REI. Sim, é fundamental conhecermos bem o início, o meio e o fim da história para compreendermos ainda mais a nós mesmos e a missão que recebemos do Criador e grande Rei do universo.

Em resumo, o que assistiremos? No primeiro ato voltaremos ao início onde Deus o Criador estabelece o seu reino e revela seu amor e cuidado à sua boa Criação. No segundo ato veremos como a rebelião chega ao reino provocando a Queda e suas trágicas consequências na vida humana, tornando assim o plano da redenção imprescindível.

No ato três veremos a Redenção Iniciada quando o Rei escolhe Israel, e uma longa jornada de um povo rumo à sua terra revela os sucessivos fracassos da raça humana. No entanto, após um longo período de apostasia e infidelidade ao Criador, o silêncio é quebrado e a Redenção Realizada (ato quatro) na chegada do Rei prometido.

Sua vida, morte e ressurreição é o clímax da história, e a grande notícia que o Rei e Senhor Jesus Cristo, incumbe os seus súditos arrependidos e perdoados a contar ao mundo (ato quinto). A sublime e definitiva missão de Deus tem sua continuidade através da Sua Igreja empoderada e enviada pelo Seu Espírito. Mas é tão somente no sexto ato que a história alcança seu alvo: a Redenção Concluída. Podemos aguardar com esperança, o Rei retornará e todas as Suas promessas se cumprirão num novo céu e uma nova terra sob Seu justo e amoroso reino agora consumado.  

Como sua vida se encaixa nos propósitos redentores do Rei e coopera para a Sua obra de redenção em ação no mundo hoje? Esta é uma das perguntas centrais que o Espirito nos convida a responder nos próximos domingos.

Seja bem-vinda (o)!

 

Pr. Zé 

 

Adaptado do livro e estudos de Michael Goheen e dos vídeos do Efeito Prisma (www.youtube.com/@EfeitoPrisma) por Gabriel Pacheco. 

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

EMANUEL - Advento 2023


Neste mês em que celebramos o Natal, somos levados a refletir sobre Jesus Cristo, o motivo da nossa existência, a razão da nossa esperança e o redentor das nossas vidas.

A história de Jesus é tão simples que pode ser facilmente narrada por uma criança. É também, profunda e complexa, ao revelar-se como Cordeiro e Leão, Sacerdote e Sacrifício, Profeta e Mensagem, Servo e Rei.

Em meio a dias agitados, repletos de encontros, festas e presentes, eu os convido a uma pausa para refletir sobre quem é Jesus e o que Ele nos ensina.

Somente em Cristo há verdadeira paz. Somente em Cristo a vida ganha significado. Somente em Cristo compreendemos o real propósito da nossa existência: Adorar ao Deus Eterno.

Minha sincera oração é que estas breves devocionais sejam usadas por Deus, para encorajar o seu coração a crer, amar e seguir o Senhor Jesus.

 

Pr. Ronaldo Lidório, em “Deus Conosco” - 31 devocionais para o mês do Natal


Importante: Acesse o link para baixar ebook gratuito e acompanhar os devocionais: 

https://bit.ly/ebookdeusconosco

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

O que Jesus [des]faria?

 


“Porque Deus os chamou para fazerem o bem... Ele é seu exemplo; sigam seus passos. ” 1 Pedro 2.21

Um dos livros mais vendidos de todos os tempos fez essa pergunta: “Em seus passos que faria Jesus? ” Junto com este romance cristão veio também o movimento que influenciou muitos a buscarem e seguirem os passos de Jesus.

Nosso tema deste mês pega carona na série de mensagens da Igreja RED de Indaiatuba. Estamos ecoando o tema geral e ênfases dadas pelos pastores desta jovem e crescente igreja, a qual desde já agradecemos.  

O apóstolo Pedro nos lembra, no verso acima, que somos chamados a ter Jesus como a referência maior da nossa caminhada cristã. Somos discípulos. Temos uma vocação. Nossa caminhada deve deixar marcas visíveis para que outros sigam os passos do Mestre.

O pastor Tiago Mattes sugere que há muita coisa em nossas comunidades cristãs que se, de fato, a voz de Jesus estivesse sendo realmente ouvida e obedecida, desfaria muitas práticas que a igreja infelizmente segue tolerando. Daí as nossas ênfases de cada domingo: Desfazendo a indiferença, a hipocrisia, a religiosidade e o ativismo.   

Se você reconhece seu chamado em Cristo, caminhe conosco, siga os passos de Jesus enquanto oramos e somos instruídos por Ele.

Até domingo!

 

Pr. Zé

sexta-feira, 30 de junho de 2023

Sabedoria, fé e obras - reflexões em Tiago

 

“De que adianta, meus irmãos, dizerem que têm fé se não a demonstram por meio de suas ações?” Tiago 2.14a 

Os escritos de Tiago, irmão de Jesus, foram dados aos discípulos espalhados pelo mundo da época a fim de infundir sabedoria prática diante dos sofrimentos e desafios da vida. No início da igreja em Jerusalém, foi o exemplo corajoso de Tiago que o tornou um pilar, um pastor e um pacificador, posteriormente martirizado, por amor a Jesus Cristo e à Igreja.

Tiago ficou conhecido por sua fé, sabedoria e oração. Mas sua carta vai muito além destes importantes temas. Seus cinco capítulos estão repletos de assuntos práticos e de grande importância ao cotidiano dos cristãos. Como alguém sabiamente sintetizou, os ensinos de Tiago “são como um soco no estômago” que fazem os verdadeiros discípulos se dobrarem em oração e ação pelas pessoas criadas e amadas pelo Pai generoso e totalmente confiável.

Tiago é uma carta pastoral que confronta, diagnostica e trata pecadores doentes em busca de cura por meio da sabedoria divina. Essa sabedoria viva, profunda e essencial das Escrituras será acessada e desfrutada na preciosa comunhão e presença do Corpo de Cristo proporcionando integridade, coragem e plenitude.

De acordo com a tradição da Igreja, Tiago foi apelidado por “Joelho de Camelo” por causa dos calos grossos que se formaram em seus joelhos, depois de muitos anos de constante oração. E como lembra bem Eugene Peterson: “a oração é fundamental para a sabedoria; a oração é sempre fundamental para a sabedoria”.

O convite deste mês é que aprendamos com a humildade, a fé e a sabedoria daquele que, sendo irmão e líder da mais crescente e importante igreja, se apresentou tão somente como “escravo de Deus e do Senhor Jesus Cristo”, o nosso irmão Tiago.

 

Pr. Zé

domingo, 5 de março de 2023

Dois modos de estar perdido e um só modo de ser salvo

  


Sob uma das perspectivas bíblicas, só há dois caminhos de redenção; o caminho da morte e da vida eterna. Mas numa outra ótica também escriturística, como na parábola do filho pródigo, há também dois modos de estar perdido e um só modo de ser salvo.

Vejamos, o primeiro modo de estar perdido, é o modo irreligioso. Essa é uma maneira de pensar de parte da nossa cultura. É o que se denomina caminho da autoafirmação e da autodeterminação. Esse indivíduo está disposto a romper com toda a tradição familiar. Ele diz; sou o capitão do meu próprio navio. Você não pode confiar sua vida a mais ninguém. Ninguém mais pode te dizer o que é certo e errado, a não ser você mesmo. Seus lemas são: não terceirize sua vida, viva intensamente, tudo o que importa é o aqui e agora. A vida é insatisfatória, depois disso, você morre. Os mais cínicos vão dizer: “Se existe um Deus, ele saiu para almoçar. Você não deve nada a ele”. Uma canção da banda For Non Blonds, com o título What’s up expressa essa maneira de pensar dizendo: “Estou tentando subir aquela grande colina de esperança, procurando por um destino”.

Como veremos, ser irreligioso, é uma forma de religião. E como toda religião tem o seu deus. Os seus deuses, ídolos são: a escolha, a liberdade pessoal, a tolerância absoluta, a rejeição da verdade exclusiva e da responsabilidade pessoal, a competência profissional e status. Esse é um dos caminhos de autossalvação defendido por parte de nossa cultura. São os que chamaríamos de irmãos mais novos, conforme parábola bíblica, que se rebelam para conseguir o que querem.  Mas vamos ver que, irmãos mais velhos fazem a mesma coisa, com uma estratégia diferente.

O segundo modo de viver e estar perdido é o modo religioso. Aqui se busca ser bom, religioso, virtuoso. Valoriza-se a família, a tradição familiar e a forma tradicional de pensar e viver. Aqui se vive em função da família, a família é tudo. Ou pode ser a Pátria, o nacionalismo que acaba se tornando em “patriolatria”, ou “nacionalismo tóxico” como chamou Timothy Keller. Em suma, esse é o caminho da moralidade. É pela retidão moral que podemos encontrar a felicidade e a justiça nesse mundo. O moralismo busca obedecer a lei de Deus, sendo justo e ético, para merecer a própria salvação. Talvez Deus seja seu ajudador, mestre e exemplo, mas seu desempenho moral é seu salvador.  Ele “acha que nada do que recebemos é graça; tudo é ganho por mérito. Ele vê o mundo quase como uma máquina que você pode controlar com seu comportamento moral. “Com este ponto de vista, toda vez que o problema chega, ele não apenas o aflige, mas o destrói, pois você pensará que é tudo culpa sua’ resume, Timothy Keller.

E mais, um passado dourado; núcleo familiar, raça, cultura tradicional e a respeitabilidade são transformados em ídolos.  Por se esquecer da misericórdia, o religioso moralista se torna ressentido. Sua vida é marcada por raiva e amargura. Sua autoimagem se baseia no desempenho. Assim ou ele é levado a ter sentimento de superioridade, que o leva a tratar o outro com desdém, ou de inferioridade, quando não atinge o padrão almejado e fracassa. Assim, ele oscila entre a superioridade e a inferioridade. Ele tem uma atitude humilde ou corajosa, mas nunca as duas coisas ao mesmo tempo.

É ainda marcado por falta de perdão. Como perdoar se você se acha superior?  Costuma-se dizer diante de um fracasso moral do próximo: “Eu nunca faria uma coisa dessas”. O religioso legalista não tem certeza do amor de Deus. Não se sente amado pelo Pai. Sua vida é fundada na performance. Ele acha que tem crédito diante de Deus. Acha que tem direito a uma vida boa. Ante o sofrimento diz: “Será que joguei pedra na cruz”? Porque as coisas não estão dando certo; vou a igreja, dou o dízimo, etc. Ele precisa da aprovação de outros para reafirmar o seu senso de valor. São pessoas movidas pela culpa, vergonha e medo.

Ambos são rebeldes de maneiras diferentes e estão perdidos. Um sendo mau o outro sendo bom. O irreligioso se rebela para conseguir o que quer. Os moralistas religiosos obedecem para conseguir o que desejam. Para ambos os filhos na parábola de Lucas 15 a felicidade estava na riqueza, não no amor do Pai. Ambos rejeitam o amor do Pai, o que eles mais prezam são os bens dele. Em outros termos, ambos estão em busca de redenção.

Legalismo ou moralismo religioso e relativismo irreligioso são estratégias diferentes de autossalvação. Para nós fica a advertência. Nossos pecados ou nossas melhores obras podem ser modos de evitar Jesus como salvador. Enquanto a religião torna a lei e a obediência moral em meios de salvação, a irreligião torna o indivíduo em lei para si mesmo. Para a esses dois modos de existência a advertência de Jesus é: “Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará”. (Mt. 16:25 NVI).

São dois projetos de vida equivocados, mas um é mais perigoso que o outro. O irreligioso sabe que está perdido, o religioso não. Ambos estão errados, mas nada disso importa, o que realmente importa e conta para você agora é: somos amados pelo Pai, somos amavelmente convidados para entrar para a festa do banquete da salvação. Aceitaremos esse convite​? Receberemos seu amor?

Contudo há um terceiro modo de viver, que é o modo Evangelho. Ambos, o irreligioso e o religioso são chamados através do evangelho. Só ele de fato dá acesso a verdadeira festa. Jamais deixaremos de agir como irreligiosos relativistas ou moralistas religiosos, se não reconhecermos a necessidade da vida, morte e ressurreição do nosso verdadeiro irmão mais velho, isto é; o evangelho.

E ele começa com uma má notícia. Você é muito pior do que admite ser. Você precisa arrepender-se até mesmo das suas boas obras, por não atingir o padrão divino (Mt. 6). Se não, será condenado não apesar do seu desempenho, boas obras, mas por causa delas. Sua auto justificação é o último ídolo a ser vencido em sua vida. A boa nova é: Você é perdoado e aceito pela graça. E graça são bênçãos de Deus através de Cristo para pessoas que merecem sua maldição.

O que pode deixar o religioso fora do banquete do reino de Deus? Seu orgulho, por causa não por algo mau que tenha feito, mas por causa de algo bom. Coisas boas podem se tornar em ídolos. Ídolos são coisas boas feitas supremas. Será que fiz de uma coisa boa qualquer “minha vida”? Pense nas coisas boas que você valoriza em demasia. Você poderia dizer a elas: “Você é uma coisa boa, mas não preciso de você para ter vida e alegria”?

Nada se interpõe entre você religioso moralista e Deus, a não ser as suas boas obras, nas quais confia para sua salvação. Somos justificados, aceitos mediante a fé. Isto significa então que sou um fracassado em mim mesmo, mas amado em Cristo, um pecador feito justo nele mediante a fé. Não fé genérica. Nem mesmo crer num Deus que salva. É crer em Deus quando ele promete um caminho de salvação pela graça, fé em Cristo, em sua morte e ressurreição. Alguém disse: “Ele (o Evangelho) é o poder de Deus pelo qual podemos viver em liberdade, cheios de alegria e equilíbrio, em meio aos nossos sucessos, fracassos e mundaneidade da vida”. Como afirma Kelller, a descrença na graça está na raiz de muitos dos nossos problemas: Esquecemos que é o evangelho da graça que me livra do meu desempenho imperfeito e da motivação para ganhar minha justiça ou de me assegurar algum valor. É ele que nos resgata de vangloriar do sucesso, das respostas autodepreciativas ao fracasso, da necessidade de reconhecimento e do ressentimento quando não somos reconhecidos”.  

O Evangelho diz que não somos dignos em nós mesmos, mas já nos está assegurado honra, louvor e glória. Você só precisa da senha que dá acesso aos tesouros da graça e da misericórdia de Deus, essa senha é a justiça de Cristo creditada a você.  O Evangelho diz, olhe para a serpente dependurada na haste e vocês serão salvos. É ainda o Evangelho que permite admitir o pior em nós sem cairmos no desespero. Ele diz que somos mais pecadores que admitimos ser, mas infinitamente mais amados do que ousamos sonhar.  O termo pecador por si só não nos define, nós que estamos em Cristo. “Eu sou um fracassado amado, um pecador feito justo nele... Pecador indigno e incondicionalmente amado” (T. Keller).

Não tenha dúvidas, o modo Evangelho é o único caminho de redenção. Ele diz que somos amados pelo Pai. É ele que amavelmente nos convida para entrar para a festa do banquete da salvação. Aceitaremos esse convite​? Receberemos seu amor do Pai?

“O pai, disse aos servos: ‘Tragam depressa a melhor roupa e vistam nele. Ponham um anel no dedo dele e sandálias nos pés. Tragam e matem o bezerro gordo. Vamos comer e festejar, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar. ” (Lucas 15.22-24).

 

Rev. Djalma Freitas

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Ministério Pastoral

 


Se você entrar no ministério pastoral, não apenas no exercício do dom, mas na verdadeira prática do ofício, precisa saber que você embarcou em uma jornada de solidão.

Você precisa saber que terá graça para amar, servir e se doar por pessoas, mas sem nunca esperar uma contraparte delas. Essa contraparte virá de alguns, mas você precisa estar liberto dessa expectativa para não adoecer.

Mesmo aqueles que em algum momento possam ter sido parte de sua equipe, e possam ter andado bem perto de você, não terá nenhum constrangimento em te abandonar, quando as coisas não estiverem de acordo com a expectativa que tem.

As pessoas dirão que te amam, dirão que são gratas, dirão que aprenderam muito com você, mas que estão indo embora. O capítulo 4 de 2 Timóteo é uma boa palavra para o coração daqueles que se propõe ao ofício do ministério.

Entenda, sua expectativa precisa estar exclusivamente em honrar a Jesus Cristo. A manter-se fiel a sua vocação. A esperar o prêmio, a gloriosa coroa que será dada a todos que terminarem bem a carreira.

Portanto, não espere nada das pessoas. Não faça nada para agrada-las! Agrade a seu Senhor. Ame seu povo, doe-se pelo perdido, avance com o Reino, mas aguarde sua recompensa do trono da graça.

Não quero desestimular você com meu texto, mas anima-lo a continuar a fazer o trabalho de um evangelista, pregando fielmente a palavra de Deus.

Sem mais!

Por Ricardo Costa

Fonte: https://www.facebook.com/igrejapresbiterianarenovadacabreuvavaleverde/posts/pfbid02jH5FKBUSxfmr2uGLTTw2btPrVg262AmzJ5iztfm3RwKSz4iPJkT3fCUgcDxqsD5Ul

Mais em: https://youtu.be/ZiGBuRhryys 



sábado, 8 de outubro de 2022

A âncora da nossa alegria

 



Onde podemos processar os absurdos do nosso mundo quebrado? Os absurdos causados por uma pandemia que matou cerca de quinze milhões de pessoas no mundo, e tantas outras tragédias familiares e pessoais?

Para quem olhar? Onde aquecemos nossa esperança e alegria?

Jesus Cristo nos oferece uma âncora segura para lidar os absurdos do nosso mundo caído. N’Ele veremos que a nossa alegria acontece quando nos aquecemos em Sua pessoa e no fogo de Suas promessas, ao invés de roubar alegria de outras fontes!

Ele disse aos que desejaram segui-lo:

Bem-aventurados são vocês quando as pessoas os odiarem, expulsarem da sua companhia, insultarem e rejeitarem o nome de vocês como indigno, por causa do Filho do Homem.

Alegrem-se naquele dia e exultem, porque grande é a recompensa de vocês no céu; porque os pais dessas pessoas fizeram o mesmo com os profetas...

Então os setenta voltaram, cheios de alegria, dizendo: — Senhor, em seu nome os próprios demônios se submetem a nós!

No entanto, alegrem-se, não porque os espíritos se submetem a vocês, e sim porque o nome de cada um de vocês está registrado no céu.

Naquela hora, Jesus exultou no Espírito Santo e exclamou: — Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e instruído se as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado. ”

(Lucas 6.22-23; 10.17,20-21)

Onde a alegria não pode ser encontrada?

“Cristão crente, sua alegria não está ancorada nem no sucesso ou fracasso, nem mesmo da ameaça do sofrimento. ”

Os discípulos são enviados em missão, são bem-sucedidos e retornam cheios de entusiasmo (10.17,20).  No entanto, Jesus joga um balde de água fria em sua exultação. Pois, a coisa mais importante não é o sucesso no que fazemos para ele, mas no que ele fez a nosso favor e nos tornamos pela sua graça (10.21). Eles se tornaram filhos amados, seus nomes estavam inscritos no livro da vida. O que fizeram era bom. Mas essa coisa boa ameaçava se tornar suprema, em um ídolo na vida em suas vidas.

A ameaça aqui é o ídolo sucesso que “diz: só se eu for bem-sucedido minha vida será válida” (T. Keller). Você fará qualquer coisa para obtê-lo, mantê-lo ou melhorá-lo. Mas quando o possui essa coisa, esse ídolo, você se frustra; se perde, fica desolado. E o que se faz necessário não é amar menos as coisas boas, mas amar mais o Senhor. Não é necessariamente tirá-las de sua vida, mas do lugar que elas ocupam em seu coração.

Há uma alegria que é dada a todos os seres humanos indistintamente, independe da fé. É graça universal (At. 14.10). Contudo, “a alegria cristã é um sentimento bom produzido pelo Espírito Santo na alma, quando ele nos faz ver a beleza de Cristo na Palavra e no mundo” (John Pipper). Ela não depende do sucesso, prazeres, riquezas ou popularidade.

Jesus quer salvar a nossa alegria do sucesso e de seus subprodutos; riqueza, fama, poder, popularidade etc. Cristo quer nos impedir que roubemos a alegria de outras fontes. Estas fontes, são cisternas rotas, não satisfarão, nem durarão.

Jesus quer também salvar nossa alegria da ameaça do sofrimento, das adversidades (6.22,23). Não ancore sua alegria naquilo que irá perder; conforto, saúde, riqueza etc. Seu sofrimento não é juízo divino. Lembre-se: “Deus usa os problemas para nos mostrar onde a verdadeira alegria deve ser encontrada. O Senhor pode abalar nossa confiança em nossa vida terrena para ansiarmos pela celestial. Você ainda não recebeu tudo o que Deus quer te dar, até receber: óleo de alegria em vez de pranto” (T. Keller).

Onde então, você pode fundamentar sua alegria?

Cristão, a âncora da sua alegria é Cristo e suas gloriosas promessas no evangelho. Cristo, sua pessoa e suas promessas no Evangelho são o poder que nos transforma, a fim de vivermos cheios de alegria, em liberdade e equilíbrio em meio aos nossos sucessos, fracassos e adversidades.

A âncora da sua alegria está em Cristo e suas promessas garantidas e gloriosas!

Jesus afirma que os “nomes estavam inscritos nos céus”, e “grande era seu galardão” (6.23; 10.20). Os discípulos exultavam por ter feito algo bom, mas Jesus diz que eles têm um motivo ainda melhor. Recompensas são Cristo e suas dádivas no evangelho, conquistadas por ele a nosso favor em sua vida, morte e ressurreição. Essas dádivas são nossas por estarmos unidos a Cristo.

Portanto, a alegria brota da fé na graça futura de Deus. O nosso foco deve estar nas graças garantidas e gloriosas que estão vindo. Porém, preste atenção; o foco é nas coisas do alto, eternas e futuras, mas essa alegria nós as experimentamos no presente. São elas que alimentam nossa alegria: “Há mais do céu a ser desfrutado aqui na terra” (Ryle).

A sua alegria está no Senhor. Ela emana do perdão por meio de Jesus e no seu futuro garantido e glorioso. Deus deu ao seu Filho o que nós merecíamos para nos dar o que nós não merecíamos; um grande galardão, nosso nome inscrito no céu, âncora da genuína alegria no presente. O Filho não foi poupado quando ousou comparecer diante do santo Pai vestido com os trapos imundos de nossa injustiça. Ele o fez em seu lugar, a seu favor, para a sua alegria eterna.  Agora sim, ele nos trata como Jesus merece ser tratado, não é mesmo?

Lembre-se de Jesus, sua pessoa, seu evangelho e suas promessas. Por elas somos impelidos por uma sensação de sermos aceitos e assim somos capacitados por alegria e gozo. Essas verdades do evangelho têm que descer ao coração, pela meditação e pela oração. Porque sua graça é incondicional eu agora devo estar em paz e sentir alegria. Agora você cristão crente não tem nada a provar, nada a perder. Os únicos olhos que contam se agradam de ti: “Um dia infindável de alegria está chegando e nada impedirá que ele amanheça... Gloriosa notícia que satisfaz a alma e transforma a vida. ” (T. Keller).


Sua alegria está no evangelho e suas promessas garantidas e gloriosas? E se eu falhar? Sua falha “será inserida no seu plano perfeito para a minha vida e sei que o Senhor deseja minha alegria, grandeza e glória. ” (T. Keller).

Onde podemos processar os absurdos do nosso mundo quebrado? Olhe para cruz. Só no evangelho e suas promessas garantidas e gloriosas! Só em Cristo e em sua obra em nosso favor nos darão uma âncora segura para a nossa alegria, agora!

Mas lembre-se: essa alegria custou um alto preço. Deus insistiu em amar sua criação, você faz parte dela, e esse amor o levou à morte, por você, para sempre. Você precisa experimentar o amor redentor e o cuidado de Deus por você a fim de que ele, o evangelho, seja o novo alicerce, a nova fonte, a nova âncora de sua identidade - filho amado de Deus - e de sua alegria. Em Cristo, somos perdoados, aceitos e amados; pela fé, sempre olhando para Cristo e suas promessas garantidas e gloriosas.

 

Rev. Djalma Freitas

terça-feira, 1 de março de 2022

Conectando fé e trabalho

 


“E tudo quanto fizerdes, fazei de coração. ” Colossenses 3.23

Neste primeiro trimestre de 2022 estamos desenvolvendo a série “CONECTANDO”. Por reconhecer a grande necessidade de fortalecer a nossa fé sempre, mas principalmente nestes tempos tão diferentes, temos conversado muito nestes primeiros meses sobre a coerência da nossa fé em relação à missão que Cristo nos incumbiu, e a partir da preciosa vida que Ele nos permite viver em Seu nome e com a Sua incomparável alegria tanto no privado quanto no público.  

Nosso tema do mês “Conectando fé e trabalho” pressupõe que ser igreja é desfrutar a nossa fé e a orientação clara das Escrituras também no exercício da nossa vocação dentro e fora das relações da igreja. Isto é, uma fé que faça claro sentido no templo e no mundo. Em casa e no ambiente de trabalho.

Por que trabalhar? Por que é tão difícil trabalhar? Como encontrar satisfação no trabalho por meio do evangelho? São as três grandes perguntas que o rico texto de Timothy Keller e Katharine Alsdorf propõe. E destas três questões principais surgem outras: Qual é o propósito do trabalho? Como Deus nos chama a expressar sentido e propósito por meio de nosso trabalho e carreira profissional? Posso encontrar sentido e servir às pessoas em um ambiente de trabalho impiedoso e voltado para resultado? Será que conseguirei manter-me fiel a meus valores em meu emprego e ainda assim crescer profissionalmente? Como fazer as difíceis escolhas que devem ser feitas ao longo de uma carreira bem-sucedida? São estas as principais perguntas que consideraremos em oração neste mês.

E, seguindo o brilhante roteiro de Keller e Alsdorf, que leva ao desafiador subtítulo, “Nossa profissão a serviço do reino”, nos primeiros domingos, vamos refletir e orar sobre o tema “O plano de Deus para o trabalho”. Onde os autores nos desafiam com uma consistente fundamentação histórica e teológica do trabalho, começando desde a criação destacando as qualidades do trabalho como Deus o determinou. O trabalho como cultivo e serviço está no plano perfeito do criador para nossa realização. Sim, há uma profunda dignidade no trabalho diário que fazemos, em todas as suas esferas, mas isso é bem diferente do conceito e prática que costumamos ver atualmente.

Nos últimos domingos trabalharemos um pouco as “Nossas dificuldades com o trabalho”. O que fazer quando percebemos que o nosso trabalho está se tornando infrutífero, ou perdendo o sentido? Como lidar com as frustrações do seu emprego? Como tratar aquele colega a quem gostaria de “ver pelas costas”? Como encarar o fato de que, aparentemente, ninguém percebeu aquele excelente trabalho que você realizou?

É preciso cultivar a convicção que vem do evangelho: É o Senhor quem dá utilidade e propósito ao que faço. E Ele espera que eu faça um excelente trabalho hoje. Ele está me observando; Ele está presente. Ele mesmo nos ensina por meio do apóstolo Paulo: “Sirvam de boa vontade, como se estivessem trabalhando para o Senhor e não para pessoas. ” (Efésios 6.7).

Nas palavras de Keller: “O trabalhador humilde que ordenha as vacas no sítio, o caminhoneiro que transporta o leite, o varejista que o comercializa, todos estão fazendo o trabalho de Deus; e isso mostra que não existe trabalho insignificante, desde que a tarefa esteja realmente ajudando alguém. ”

Em toda série deste mês buscaremos restabelecer a conexão vital entre “O evangelho e o trabalho” e de que forma essa realidade impacta positivamente a nossa vida profissional, independente se trabalharmos no ministério em tempo integral ou não. Como resume Naná Castillo: “Pois, o evangelho é sim capaz de proporcionar um novo enredo e conceito para o nosso trabalho, e essa ressignificação coloca tudo no seu devido lugar: fazer tudo com excelência, ética, integridade e, principalmente, colocar o descanso no mesmo patamar que Deus colocou em Sua obra criadora. Somos desafiados a ver a nova direção e o novo poder disponível para o trabalho, quando o enxergamos através da perspectiva da cruz. ”

Termino com um brevíssimo testemunho. Um dos mais importantes legados que recebi do evangelho através dos meus pais foi o gosto por trabalhar. Crescemos numa família humilde. Mas o evangelho e o discipulado que tivemos com a minha mãe e, especialmente, meu pai, deu a nós – a meus cinco irmãos e a mim – a maravilhosa possibilidade de uma vida útil, realizada e cheia da satisfação em Deus e no que somos e fazemos hoje. Sem dúvidas o trabalho é uma das grandes dádivas de Deus que faz a vida de fato valer a pena. “Bora” trabalhar meu povo!

Pastor Zé

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Conectando fé e missão, por Dallas Willard


 

O que fazer agora?

Converter o mundo? Não.

Converter a Igreja? A resposta é, mais uma vez, não.

Você não deve “converter a Igreja”. Seu primeiro passo “ao ir” é por assim dizer: Converter-se.

Se desejamos despertar a Igreja e o mundo, devemos começar com a nossa própria vida.

Em momento algum nosso Mestre ordenou que convertêssemos o mundo ou reformássemos quaisquer organizações religiosas. Mas Ele nos disse que quando estivéssemos repletos dele, daríamos testemunho a seu respeito “até os confins da terra” (At. 1.8).

Testemunhas são pessoas por meio das quais outros ficam sabendo de algo. Eles testemunham, atestam, evidenciam. Apesar de não serem manipuladoras – não precisam manipular – aquilo que fazem tem o poder de realizar transformações radicais.

Antes o Mestre disse aos discípulos: “façam discípulos”. Essa foi a única incumbência que recebemos dele e, para cumpri-la devemos colocar todo o resto de lado.

É impossível privatizar o fogo de Deus que arde através da vida de um discípulo de Jesus (Mt.5.14).  

Ao recebermos, como discípulos, parte da substância da vida de Cristo, a própria pessoa de Jesus, somos capacitados para testemunhar. Aceite a Grande Comissão por meio da fé prática, e Aquele que está verdadeiramente no controle providenciará para que essa incumbência (de testemunhar) seja levado a cabo como sempre acontece quando realizamos esse passo de fé.

Talvez alguém pergunte: E quanto a Igreja e o mundo? Eles também não precisam ser colocados em ordem? Claro que sim! Mas essa tarefa não cabe nem a você nem a mim! E, se procurarmos, por nossa própria conta, colocar a igreja e mundo em ordem, faremos mal a muita gente e ficaremos extremamente infelizes. Essa tarefa cabe a Deus que, por certo, não a deixará inacabada e a realizará com perfeição.

Mas será que não precisamos fazer alguma coisa a respeito de nossa situação neste mundo? Sem dúvida – E certamente não faltarão oportunidades... No entanto, precisamos sempre nos lembrar de Quem está (realmente) no controle de tudo.  

A prática do discipulado, cada indivíduo sendo um aprendiz contínuo de Jesus, deve ser a nossa preocupação constante, e o resultado serão um testemunho e uma influência poderosa sobre outros ao nosso redor. Esse é o caminho garantido para mudar as coisas na Igreja e no mundo. 


Dr. Dallas Willard, A Grande Omissão. Capítulo final: “Uma palavra de despedia: ‘Ao ir...’” (pág. 205-208).


quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Natal em Poesia

 



Então, cheio do Espírito Santo, Zacarias profetizou:

“Louvado seja o Senhor;

 

o Deus de Israel seja bendito;

pois ele libertou seu povo aflito.

 

A nós manifestou o poder de sua salvação,

na linhagem de Davi, que o servia de coração,

 

Tal como há muito havia prometido

pela pregação dos seus profetas ungidos:

 

Libertação nos concedeu de todo inimigo fatal

e daqueles que nos dispensavam ódio mortal;

 

Misericórdia trouxe aos nossos pais amados,

pois se lembrou do que prometera no passado,

 

O que jurou a Abraão, nosso antepassado

— das mãos do inimigo, seríamos resgatados,

 

Para que, livres do medo, o adoremos de verdade,

e na sua presença vivamos em santidade.

 

“E você, ‘Profeta do Altíssimo’, meu filho amado,

o caminho do Senhor deixará preparado,

 

Por ele o presente da salvação ao povo será dado,

os seus pecados agora serão perdoados.

 

Pela imensa misericórdia do Senhor,

sobre nós nascerá o sol do seu amor,

 

Que brilhará sobre os que vivem em trevas e em negridão,

assentados na sombra da morte, em total escuridão.

 

Por ele nossos passos serão guiados,

pelo caminho da paz seremos levados”.

 

 Lucas 1.67-79, Bíblia A Mensagem


 

Conheça mais sobre o Benedictus:

https://www.youtube.com/watch?v=5PwgmjznQCQ – Projeto Sola

https://www.youtube.com/watch?v=LQQ7vmyoiJQ – Marco Telles 


 

Postagem em destaque

A Missão de Deus nos SALMOS - A adoração que nos leva à Grande Comissão

  “Cantem ao Senhor um cântico novo! Toda a terra cante ao Senhor!” Salmos 96.1 Neste mês de setembro, vamos voltar ao livro que ensinou J...