segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Parábolas de JESUS



Jesus gostava de falar por parábolas. Parábolas eram histórias breves (algumas poucas mais longas) que tinham conteúdo alegórico, utilizadas nas pregações e sermões de Jesus com a finalidade de transmitirem ensinamento. Um terço do que Jesus disse foi em forma de parábolas. São cerca de 40 histórias contadas nos evangelhos. Ele era realmente um bom contador de histórias.

Jesus ministrava suas mensagens com facilidade em todos os níveis sociais. Ele tinha conhecimento das mais diversas áreas da sociedade e sabia quais eram as suas necessidades. Conhecia os religiosos fariseus e os peritos na lei. Por meio de suas parábolas Jesus levou aos seus ouvintes a mensagem de salvação, conclamava a se arrependerem e a crerem. Aos que o seguiam, desafiava-os a porem a fé em prática, exortando seus seguidores à vigilância. 

Jesus ensinou acerca do amor, da graça, da misericórdia de Deus, do Reino dos Céus e o seu governo. Também falou do novo padrão de vida que deve caracterizar discípulos, a realidade de sua segunda vinda iminente e destino final e eterno de todos os homens.

Mateus 13
Realmente, suas histórias não tinham objetivos recreativos. Ele falava muitas vezes a uma multidão ávida por milagres e ação, e por certo não era sempre ouvido. Alguns não o compreendiam. Alguns discutiam o significado de suas histórias. Afinal, algumas precisavam de interpretação e não eram contadas para que todos as compreendessem. Não eram histórias para serem compreendidas somente com a mente. Precisavam descer ao coração e regar a alma dos ouvintes.

Quero te convidar a abrir seu coração e deixar que as histórias do Mestre mexam com a sua vida nesse mês de Agosto, com a nova série "Parábolas de Jesus". É dele mesmo a recomendação feita em forma de parábola a nós:

Lucas 15
"Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda". Mt 7. 24-27

Pb. Rubens Sprogis



terça-feira, 25 de julho de 2017

20 ANOS DEPOIS


Encontro com Jarvis Crosby em 2007

“Jamais seremos os mesmos”, foi a conclusão que cheguei ainda no avião de volta para casa no Brasil.

Era fevereiro de 1997, o grupo de amigos (“fominhas de bola”, mas desejosos de compartilhar o amor do Pai) partiu para um “tour” inimaginável do outro lado do mundo (literalmente).

Momento de louvor pela longa viagem que fizemos 
Chegamos na cidade de Cebu, nas ilhas Filipinas, atordoados com as 36 horas de viagem, entre voos e conexões, mas imensamente felizes por viver um sonho que envolveu e mobilizou as nossas famílias e nossa comunidade.

Vou começar a contando um pouquinho do início, ou seja, a preparação para a viagem.  

Jogo treino no Centro Olímpico em SP 
Trabalhamos juntos por cerca de um ano (1996). A Igreja (Aliança do Aeroporto) vestiu a camisa através da maioria do grupo de jovens. A denominação (ACEMBRAS) como um todo, incentivou e orou. Mas creio que foi o DNA missional transcultural da família Aliança que mais nos inspirou e encorajou para que tudo acontecesse. Especialmente, na pessoa de nosso amigo e mentor: “Davizinho” (Manske) que sempre teve “os remos nas mãos”. Tanto que, depois daqueles 25 dias servindo em solo asiático, fomos pauta de uma bela matéria na revista Alliance Life (leia um breve e interessante resumo em http://josfreitas.blogspot.com.br/2013/12/um-golaco-do-outro-lado-do-mundo.html).

Dons revelados e o Evangelho comunicado
Fomos em 16 voluntários dispostos a fazer de todo coração o nosso melhor. Por isso mesmo a preparação foi bem abrangente: física, esportiva, linguística (inglês básico), teatral, musical e, claro, espiritual (incluindo tempo de oração, estudo e comunhão regular).  Isto é, o investimento de preparação foi exigente em termos de tempo, esforços de treinos e jogos preparatórios, e recursos financeiros para as passagens aéreas que cada jovem integrante teve que arcar por conta própria ou “correndo atrás” com amigos e familiares.  

Neste ponto, começaram muitos dos milagres da provisão e graça do Pai; e muitas, e muitas preciosas lições de vida que vários voluntários puderam relatar antes, durante e depois da viagem.

Lá do outro lado do mundo, foram inúmeras as surpresas e bênçãos que o Senhor preparou para o nosso jovem e comprometido time.

Um "desfile" até o gabinete do prefeito
A primeira delas foi ser recebidos como “celebridades” do futebol brasileiro quando éramos tão somente uma equipe amadora mesclada com alguns ex-atletas profissionais (como o nosso atacante e goleador Marcão ou nosso zagueiro e comandante Índio, ou “professor” Tomaz).





Entrevista coletiva na cidade de Bacolod
A empolgação da parte dos organizadores (da igreja e federação) foi tanta que fizemos várias entrevistas coletivas com a impressa de rádio e televisão das várias cidades que passamos. Tivemos algumas sessões de autógrafos, carreata pela cidade de Cebu e até hospedagem em hotel de luxo; jantares com empresários, encontros com prefeitos e até um governador. Isso foi muitíssimo além do que pensamos e planejamos. De fato, Deus é surpreendente e faz infinitamente mais, conforme Sua promessa!  

Carinho e alegria da família Aliança filipna


Outra surpresa foi a equipe de voluntários da igreja que nos acompanhava. O carinho e cuidado deles foram realmente sensacionais. Entre eles tivemos um segurança profissional que sempre verificava o tudo antes de descermos do ônibus. Nos sentimos a própria seleção brasileira de futebol com tantas regalias e carinho a nós dedicados. Foi incrível!




Noite memorável de comunhão 
Outra bênção inesquecível para mim, pessoalmente, foi a reunião de jovens onde apresentamos, cantamos, demos testemunho contagiando os jovens presentes com a alegria marcante do evangelho e da cultura brasileira.

O grupo de teatro foi uma das revelações da noite, e dali engrenou lindas apresentações que passamos a fazer mais tarde (aqui vale registro de agradecimento à nossa “diretora” Gleinice Gonçalves, que literalmente, “tirou leite de pedras”... rsrs). Mas aquela foi, realmente, “a” noite onde a tudo começou em termos de entrosamento e impacto na vida das pessoas que encontramos (Nota: apesar de, nesta noite também ter sido a primeira vez na vida, onde nós comemos feijão doce e outras “finas iguarias” da cultura local que é melhor nem contar aqui).


Dali em diante, tudo foi muito empolgante e surpreendente, inclusive o impacto dos jogos e clínicas com crianças e treinadores. Realmente, foram momentos incríveis para cada um dos integrantes do time. Percebemos claramente que todo o trabalho incluindo as mensagens e testemunhos nas diversas igrejas Aliança, escolas e, bem como, cada visita que fizemos, tornaram-se encontros divinamente preparados pelo Senhor.

Encontros marcados pelo Pai
Num destes encontros (reservado apenas a uma parte do grupo) fomos visitar uma irmã idosa e enferma que no passado, tivera o sonho de ser uma missionária no Brasil. E quando soube que éramos todos brasileiros louvou o Senhor dizendo algo como: “Eu não fui ao Brasil, mas o Brasil veio até mim; Deus é fiel!”. Conversamos e oramos com aquela irmã anciã e ela sentiu o carinho e amor de Deus ao permitir que de algum modo parte do sonho dela acontecesse.Outra história mágica, daquelas quase inacreditáveis de tão especial, aconteceu com uma criança. Ela recebeu um folheto de alguém do time, ficou curiosa com a mensagem e na escola pediu para a professora explicar o significado daquelas palavras; A professora que era cristã não apenas explicou o evangelho como guiou aquela criança em uma oração de entrega de sua vida a Deus.

Um jovem, muito bom jogador, filho de um treinador local quis muito nos acompanhar e conhecer a igreja. Mais tarde seu pai também esteve com a gente em nossa festa de despedida da cidade e ambos ficaram tocados com o testemunho e alegria compartilhada pelo grupo.

Uma das experiências mais fascinante aconteceu quando já nos preparávamos para volta após o torneio que disputamos. Um jovem que fazia parte de um time de origem muçulmana nos surpreendeu dizendo-se cristão; aliás, o único cristão do time. Ele foi ao nosso alojamento para compartilhar e orar conosco. Mais uma noite para eternizar na memória; pois ouvir sua experiência numa cultura islâmica, suas lutas para viver com Cristo num ambiente hostil ao evangelho foi desafiador e muito marcante para todos.

Vitória do futebol e da amizade 
Bem, poderia contar muitas outras experiências incríveis da graça de Deus naquela viagem, mas vou parar por aqui e deixar espaço para que outros que ali estiverem nesta experiência divinamente incrível, também tenham essa alegria.

Quero terminar com três pensamentos para sua reflexão e a continuidade do aprendizado daqueles que de alguma maneira foram tocados na “Operação Cebu”:



Pedro e Marcão: "Eis -me aqui!"
1.       Não olhe para suas limitações, mantenha o seu foco no grande poder Deus. Sua graça é que nos guia a realizações inimagináveis e surpreendentes, se de fato confiarmos e nos submetermos a Ele e Seu plano para as nossas vidas.  Acredite, Seu caminho é incomparável. Confie em Deus para sua jornada! (Pv.  3.5,6).

2.       Deus só precisa de pessoas dispostas, unidas e determinadas a realizar Sua vontade pata desencadear grandes milagres e transformação de vidas. Perdemos muito e deixamos de desfrutar o poder de Deus quando preferimos andar sozinhos ou rejeitamos a força silenciosa da equipe e da comunidade. Os grandes feitos, quase sempre, são realizados pelos pequenos e por aqueles que se dispõe a permanecer humildes e fazer diferença no mundo em companhia de Deus. Sempre nos surpreendentes com os belos frutos da simplicidade da parceria de verdadeiros amigos, simples servos em cooperação com o Pai para um objetivo comum de resultados eternos.

Vidas preciosas influenciadas para Cristo
 3.       Uma jornada de fé tem seu preço e seus riscos, mas só descobriremos seus reais e gloriosos efeitos na eternidade. Vinte anos depois podemos contabilizar alguns frutos desta tremenda experiência de fé e obediência a Deus. Com toda certeza, fomos moldados por Deus para sermos homens melhores, pais dedicados e servos humildes na igreja de Cristo. Graças a uma liderança humilde e cheia de confiança de servos como David Manske e Jarvis Crosby desfrutamos um inesquecível tempo da abundante graça do Pai. Na eternidade certamente descobriremos todos os efeitos destes 25 dias e o impacto nestes 20 e muitos mais anos que Ele nos permitirá para Sua glória e louvor. 


Sim, posso dizer, definitivamente depois daquela experiência de fé e amizade, do outro lado do mundo jamais fui o mesmo! Isso vou contar mais adiante... 


I Copa Presidencial de Futebol nas Filipinas 
Amistoso na capital Manilla




Apresentação na igreja Aliança de Ilo Ilo

"Quem sabe faz ao vivo"... rsrs|







Clínica em Cebu
Recepção de volta mais que especial!!!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

FÉRIAS




Férias é tempo de parar, descansar, fazer o que gosta... principalmente e melhor, na “hora que der na telha”!

Acredito que uma das melhores coisas nas férias de um paulistano é não ter horário. Simples assim! Pois, estar na urbe é ser pró-ativo, produtivo e como se diz por aqui, manter “a correria”...

Férias pra mim é sempre uma oportunidade de aprender mais, crescer, rever e reafirmar as prioridades da minha jornada. 

No dia a dia deveríamos ter tempo para orar, refletir, meditar, planejar, mas, nem sempre é assim; especialmente se aderimos aos hábitos das cidades e das imposições tecnológicas cada vez mais repletas de distrações e enganos. 

Ainda bem que para urbanóides e outros “seres conectados” as férias chegam e com ela algumas alternativas.

Férias é um tempo para investir e continuar aprendendo sobre meus temas prediletos; por exemplo:
1.     Oração
2.     Família
3.     Palavra de Deus
4.     Igreja
5.     Missão
6.     Futebol
7.     E, outros destes associados, como: amizade, música, serviço, liderança, etc.

Enfim, férias para significa sim:

1.     Dormir sem hora para acordar, que privilégio!
2.     Ler, meditar e orar sem a pressão de ter que parar...
3.     Caminhar sem relógio pra controlar o tempo nem o momento de retornar (pois todos ainda estão dormindo... rsrs).
4.     Cozinhar enquanto aprecia o silêncio, ora pelos familiares e amigos, avalia a jornada e “planeja” o semestre que virá!
5.     Ver as notícias do esporte. Escreve um texto sem qualquer pretensão...
6.     Deixar a tarde te encontrar na certeza de boas risadas em família, e tudo de bom que o Senhor propiciará até que a noite chegue sem hora pra terminar... tem coisa melhor?!?

Só mais um dia de férias para encontrar crescimento e louvor ao doador da vida e condutor da jornada que diz: “Eu sou o Oleiro, você o barro!”... E o que mais do aprendizado de hoje?

“A oração é a única porta para o autoconhecimento genuíno. É também a principal maneira de experimentarmos profunda transformação – a reordenação dos nossos afetos. A oração é o modo elo qual Deus nos concede muitas coisas inimagináveis que (só Ele) tem pra nós... (A oração) é a maneira de conhecermos a Deus, o caminho para, enfim, trata-lo como Deus. A oração nada mais é que a chave para tudo que necessitamos fazer e ser na vida. Devemos aprender a orar. Temos de aprender!” (Oração, T. Keller p. 27).

“Você vibra com a Palavra do Eterno... é como uma árvore plantada no Éden, dando fruto novo a cada mês, que nunca perde as suas folhas e que está sempre florescendo.” (Sl. 1, A Mensagem).  


Enfim, férias... que delícia!!!

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Servindo ao Senhor com ALEGRIA


Por ter ousado pregar a Cristo como verdadeiro rei e não César, Paulo estava na prisão, possivelmente em Roma, e se deparava com a perspectiva real de execução (1.13-14, 21). Sua carta começa com uma oração de grande alegria pelo fato de que os filipenses não o ignoraram ou abandonaram seu apóstolo aprisionado, mas permaneceram solidários com ele.

Esta solidariedade é descrita no grego como “koinonia”, a palavra que frequentemente é traduzida por “comunhão” ou “parceria”. A comunhão que os crentes de Filipos tiveram com Paulo não foi uma xícara de chá após o culto ou uma noite agradável de estudo bíblico. Os filipenses e Paulo eram juntos, participantes da graça de Deus por meio de Jesus Cristo (Fp. 1.7). À semelhança de Paulo, eles estavam aguardando o dia de Cristo, quando por sua morte e ressurreição, eles seriam puros e inculpáveis, cheios do fruto de justiça (1.9-11; 3.8-10). Deus começara uma boa obra neles e levaria até o fim (1.6).  

Esse foi o evangelho que os filipenses ouviram e, pela graça de Deus, creram. Era o evangelho que falava sobre um Cristo sofredor que morreu e ressuscitou para trazer justiça e salvação  para seu povo (3.7-9). Aceitar este evangelho significa estar disposto a sofrer como o próprio Cristo. Permanecer ao lado do evangelho e sofrer por Cristo, afirma Paulo, é um dom da graça de Deus (1.7, 29).

Assim ele instou os cristão comuns residentes em Filipos a permanecerem firmes em sua parceria no evangelho em face a hostilidade e perseguição. Vivendo de uma maneira digna do próprio evangelho (1.27-30), como parceiros no sofrimento, parceiros na “defesa e confirmação do evangelho”, parceiros de Paulo e uns dos outros.

Essa é a razão porque a unidade é tão importante na congregação e porque reclamar, murmurar e discordar é totalmente inapropriado. A maravilhosa passagem sobre a humildade de Cristo, centrada em outros (capítulo 2) era, no contexto, uma chamada a que os filipenses se despissem de motivos egoístas e rivalidades tolas para lutarem juntos pela causa do evangelho, brilhando como faróis na sociedade corrupta que os rodeava (2.14-16). Além de Jesus, Paulo mencionou Timóteo e Epafrodito como dois exemplos notáveis que os filipenses deveriam imitar (2.20-26)

A parceria no evangelho é a vida cristã normal. Não há duas classes de cristãos – os cooperadores e os espectadores. Estamos todos unidos e servindo no evangelho. Vivendo como cidadãos do céu no meio de uma geração corrupta, labutando, proclamando, enfrentando o conflito, a luta e a perseguição que seguem inevitavelmente esse “servir ao Senhor com alegria” ao oramos (1.19), apoiarmos financeiramente (4.14-19) ou sofrermos oposição seja de fora ou até de dentro (3.17-4.1).

Em filipenses aprendemos que estamos juntos no evangelho. Somos parceiros em um grande empreendimento: a missão do evangelho de Cristo! Não importa o que aconteça, vamos lutar juntos pelo avanço do evangelho.

Paulo era um líder servo fiel. Um exemplo na luta pelo evangelho. Líderes, pastores e presbíteros são chamados hoje a ensinar, advertir, repreender e encorajar. Serem mestres e modelos provendo as condições sob as quais os demais parceiros no evangelho podem também realizar a obra de videira – falando dedicadamente a verdade de Deus aos outros.

Portanto, em um nível muito profundo, todo cristão é um parceiro do evangelho. Não há status ou categorias diferentes de cristãos, nem tarefas fundamentalmente diferentes ou especiais – como se alguns líderes fossem os verdadeiros “atores” e o resto da congregação fossem espectadores ou equipe de apoio. Todo cristão é chamado ao evangelho; O que implica que todos nós somos servos, trabalhadores da videira com a alegria e responsabilidade servir juntos para o avanço do evangelho hoje como fizeram os filipenses em seu tempo.

Pr. Zé


Adaptado do livro “A Treliça e a Videira” (capítulo 5: “Culpa e Graça”, pág. 69-76).

segunda-feira, 19 de junho de 2017

O Extraordinário Caminho da Fé


Nesta fascinante história (Gn. 22.1-14) de fé, sacrifício, confiança e entrega, vejo as características de um homem de Deus que não pediu a Abraão nada que não exigisse de Si mesmo.

Por ser tão importante, não resisto a ideia de compartilhar com você três poderosas verdades aqui exemplificadas sobre o nosso Deus.

Deus Pai mostrou-nos como viver quando entregou seu Filho por nós. Nove meses antes daquela noite prodigiosa em Belém, o Pai enviou seu Filho. Cristo deixou voluntariamente seu trono de absoluto poder no céu, pôs de lado o uso da sua autoridade divina, e se tornou um infante indefeso. Como ser humano, sujeito a todas as dores, sofrimentos e limitações que nos afetam a todos, ele amadureceria, aprenderia, ministraria, sofreria e morreria. Se o Pai estava disposto a entregar seu próprio Filho por nós, o que poderia ser tão mais precioso para nós?

Deus Filho nos mostrou como morrer quando se entregou ao Pai.  A obediência serena de Isaque ao pai ilustra isso muito bem. Ele se entregou à vontade de seu pai e permitiu que o colocasse em um altar sem resistir. Foi exatamente isto que o Filho de Deus fez no Calvário. Quando nossa fé é madura, não tememos a morte.

Deus, o Espírito Santo, nos mostrará como viver e morrer ao aprendermos como entregar o que quer que nos mantenha em suas garras. (Esta última frase não foi um erro). Enquanto formos possuídos por aquilo que estamos segurando, jamais nos entregaremos completamente ao Espírito Santo. Este seria um momento excelente para você fazer uma autoanálise. A que, a quem, você está se agarrando? Deixe que se vá. Deixe que se vão.

O Senhor pode estar no processo de tirar isso de você. Ele irá sacudi-lo gentilmente a princípio, dando-lhe a oportunidade de abrir a mão. Se resistir, certamente terá de soltar seus dedos, e posso assegurar-lhe que vai doer. Meu conselho? Libere voluntariamente o que quer que seja. Confie em que o Senhor proverá. Ele tem outro carneiro no arbusto. Você não pode vê-lo por enquanto, mas ele o mantém à sua espera. Só depois de ter colocado seu sacrifício sobre o altar é que estará pronto para receber a provisão de Deus.

“A Fé Revela Deus”, do livro “Dia a Dia com os Heróis da Fé”, por Charles Swindoll.


segunda-feira, 22 de maio de 2017

Ore pelas CRIANÇAS


Um mutirão de oração. Como assim?
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Acontece no primeiro fim de semana de junho (2, 3 e 4) o 22º Mutirão de Oração pelas Crianças Socialmente Vulneráveis.  Trata-se de um esforço espiritual amplo de cristãos de vários países em favor das crianças que vivem em situações de grande risco social.

Realizado no Brasil pela Rede Mãos Dadas, com o apoio da Editora Ultimato, o Mutirão de Oração reúne inúmeras igrejas, organizações e pessoas de todas as idades, de pelo menos 50 nacionalidades diferentes. 
Confira os recursos disponíveis e as possibilidades de também participar e mobilizar, de maneira especial, o maior número de pessoas para orar pelas crianças e adolescentes que mais sofrem ao redor do mundo.


Fonte: Ultimato Editora

segunda-feira, 8 de maio de 2017

O Coração da Mensagem que Transforma o Seu Coração



A nova série de Mensagens da Igreja Aliança do Aeroporto é um convite à alegria e liberdade por meio do conhecimento da Mensagem transformadora de Paulo aos Gálatas. Estas bênçãos do Evangelho, no capítulo 5, verso 13, ele a resume assim: 

“Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade... sirvam uns aos outros mediante o amor”.

É a oportunidade para se perguntar: Como está meu coração? Sinto-me livre para amar e ser amado? Sou capaz de servir com satisfação e segurança certo de que Deus planejou isso para minha realização e Seu propósito? 

“O Evangelho é abecedário (completo) da vida cristã. Ele não é apenas a maneira pela qual se entra no reino; ele é a maneira pela qual se vive na condição de participante do reino... O Evangelho – a mensagem de que somos piores do que jamais ousamos acreditar, porém, mais amados e aceitos do que jamais ousamos esperar – cria uma nova dinâmica radical de crescimento pessoal, para a obediência e para o amor” (Timothy Keller).

Vivemos em tempos de tremenda intimidação, coerção e manipulação, inclusive, religiosa. Por isso, de um lado, o legalismo intransigente e opressor prolifera, por outro, tanta gente escrava da libertinagem ou ferrenhos adeptos da “irreligião”.

Em Gálatas, Paulo está furioso com os defensores do ultrapassado sistema judaico, que empregavam táticas religiosas ditatórias para intimidar aqueles novos cristãos e obrigá-los a desistir da liberdade conquistada pela confiança no Evangelho e fé em Cristo; mas, Paulo também estava decepcionado com os cristãos que haviam cedido às pressões de uma “outra mensagem” destes “falsos professores”.

Vale as perguntas: Qual Evangelho a Igreja está ouvindo e proclamando? Cederá as pressões do mercado religioso para ser a comunidade do “sucesso” ou permanecerá pregando e vivendo a Mensagem da Cruz? Será capaz de enfrentar o sofrimento pela causa que abraçou, ou cederá ao apelo e pressões doutros “poderes vigentes” e vozes externas à Palavra de Deus? 

"Ele (Deus) é o Autor da nossa fé, da mesma maneira como deve ser o seu Consumador. Somente podemos continuar a crer, podemos persistir desejando a vontade de Deus somente sendo dominados por um grande poder benigno que supere a nossa tendência natural à incredulidade" (AW Tozer).

No coração da Mensagem que transforma o seu coração há um convite para simplesmente crer no Evangelho; Mas também, há um chamado a permanecer confiando no poder e graça do puro Evangelho que continuará transformando sua vida rumo santificação, a comunhão com a família de Cristo e à missão servidora do nosso amoroso Pai.  

“O Espírito Santo atua na vida de seu povo para torna-lo santo... Devemos nos entregar ao Espírito Santo e caminhar ao lado dele. Precisamos cultivar nossos domingos com sabedoria, mantendo a disciplina da devoção diária, e envolvendo-nos no serviço cristão. Todas essas coisas são dádivas da graça de Deus, ou seja, são canais que conduzem a graça de Deus até nós e é a chave para a santificação” (John Stott).

Avalie seu coração, seus relacionamentos, mas principalmente, a espiritualidade que constrói seu relacionamento com Deus; ele está alicerçado no Evangelho de Cristo ou em suas próprias percepções espirituais ou de outros mestres ou filosofias sutis deste tempo e geração?


Pr. Zé

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