Neste
“Dia das Mães” quero homenagear “dona” Dé, minha querida mãe, com a linda história
de vida de Paula Bonhoeffer (1874-1951).
Dedico
estas poucas linhas a todas as mães que doam suas vidas e deixam marcas na
história para a eternidade. Especialmente também à mãe da Isabela e Giulia
que hoje não tem ideia do legado que estão recebendo, mas que um dia certamente
agradecerão a Deus por este amor e companhia. A você Glaucia e todas as mães
que compartilham a comunhão na Igreja Aliança do Aeroporto em São Paulo.
Vamos
à história. Paula Bonhoeffer foi uma das poucas mulheres de sua geração a obter
um diploma universitário como professora. Paula era filha de Hase von Karl-Alfred, um capelão na corte do Kaiser
Guilherme II na Alemanha. Seu avô foi um
grande teólogo e historiador da igreja chamado Karl-August von Hase.
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Walter, Karl-Friedrich, Klaus,
Ursula, Christine, Sabine, Dietrich, e Susanne.
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Paula exerceu profunda influência sobre todos os filhos. Eram quatro meninos e
quatro meninas. Ela escolheu educar seus filhos em seus primeiros
anos em casa. Paula ensinou suas crianças no caminho da intimidade com Deus, especialmente através da Bíblia, música e das grandes tradições da fé cristã. E, seu
rico e forte caráter moral e intelectual foi compartilhado por toda a família.
As
crianças Bonhoeffer traziam seus amigos para casa. Brincavam de jogos e
cantavam músicas folclóricas. Jogavam bola com as crianças do vilarejo, mas também passavam muito tempo lendo, encorajados por sua mãe.
Eric
Metaxas resume o ambiente no lar Bonhoeffer: “... o cristianismo deles se desenvolveu principalmente dentro de casa. Todos os
dias, liam a Bíblia e cantavam hinos, conduzidos pela senhora Bonhoeffer.”
Mas duras provas de fé vieram à família de Paula e do renomado psiquiatra luterano
Karl Bonhoeffer.
O
segundo filho do casal, Walter, foi convocado para lutar na Primeira Guerra Mundial e
morreu no campo de batalha. E, por um ano todo a jovem mãe chorou e permaneceu praticamente imóvel
no seu sofrimento. Passaram-se vários anos até que ela pudesse voltar a ser a mulher de outrora. Na verdade, dizem os historiadores, que ela só voltou a atualizar
seu diário dez anos depois.
No
velório de Walter o hino escolhido dizia: “O
que Deus tem feito, bem feito está. Injusta a Sua vontade nunca é. Tudo aquilo
que fizer para mim, n’Ele coloco sempre a minha fé.” Detalhe fundamental, o hino foi cantado pela família, e escolhido pela jovem mãe Paula, apesar do sofrimento.
Vinte
anos se passaram, uma segunda guerra tomaria outras preciosidades de Paula. Na
trágica e fracassada tentativa de matar o ditador sanguinário Adolf Hitler (na chamada Operação Valquíria) quatro
outros membros da família imediata foram executados: dois filhos (Dietrich e
Klaus) e dois genros (Hans von Dohnanyi e Rüdiger Schleicher). Como se não bastasse toda tragédia,
o irmão de Paula, Paul van Hase, também foi executado. Muitos de seus amigos próximos também formam
mortos (dois de seus sobrinhos presos por pouco, não foram assassinados).
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“Um relacionamento feliz... Nas bodas de ouro do
casal, comentava-se que eles não tinham passado um mês sequer distante um do
outro durante 50 anos de casamento.”
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Antes
do enforcamento do seu filho Dietrich Bonhoeffer, que entrou para a história por ser, possivelmente, o mais importante nome
cristão da Alemanha depois de Lutero, Paula escreveu:“Meu caro
Dietrich! O dia 04 de fevereiro (seu aniversário) se aproxima, e eu penso na
mudança dos tempos! Recordo-me de muitos aniversários felizes de crianças, com
torta, chantilly, tetro de fantoches e máscaras! Isso me faz notar que estou
ficando velha... A vida de fato muitas vezes é uma coisa incrível. O mais
importante nisso tudo decerto é que fiquemos fiéis a nós mesmos, que não nos
percamos, e que, apesar de toda as insuficiências da vida, não desacreditemos
totalmente da humanidade... que Deus te proteja e esteja contigo também no ano
que vem pela frente!” Mamãe (27.01.44)
Paula Bonhoeffer será lembrada como mãe hoje e sempre. Sua contribuição para o reino de Deus e seu país foi fundamentalmente gloriosa.
Neste "Dia das Mães" eu penso em como precisamos urgentemente de mães que, como Paula, ousam desafiar sua realidade discipulando
seus filhos para transformarem a história. A família Bonhoeffer fez diferença, especialmente, pela firmeza e dedicação de Paula.
Hoje o mundo mudou, mas o desafio continua. Poderá ser assim com você mãe, como tem sido com muitas vitoriosa mães ao longo da história. Portanto, tão somente acolha este chamado divino, e dedique-se, recebendo o "parabéns" serva fiel diretamente do Senhor da História.
Por enquanto, parabéns mãe!